Vitru Educação e YouTube oferecem 15 cursos gratuitos de formação profissional

A Vitru Educação, controladora das universidades Uniasselvi e UniCesumar, firmou uma parceria inédita com o YouTube para lançar 15 cursos gratuitos de formação profissional, disponíveis nos canais das instituições a partir de 24 de fevereiro. A iniciativa busca ampliar o acesso à educação e capacitar profissionais para o mercado de trabalho atual. Cada curso terá até 12 horas de duração, com materiais complementares e uma avaliação final para a obtenção do certificado de conclusão. Os vídeos estão disponíveis no link: https://www.youtube.com/@uniasselvi/courses.

Segundo Leandro Claro, Vice-Presidente de Mercado e Comunicação da Vitru, a proposta reforça o compromisso com a democratização do ensino, permitindo que milhões de brasileiros tenham acesso a conteúdos de qualidade. Para o YouTube, a parceria amplia o impacto educacional da plataforma. “Com essa iniciativa, pessoas de todas as idades poderão desenvolver habilidades essenciais para alcançar seus objetivos”, afirmou Amanda Ronconi, gerente de parcerias estratégicas da empresa.

A oferta de cursos também acompanha as transformações do mercado, abordando conceitos como upskilling e reskilling, essenciais para a qualificação profissional. Para Tiago Stachon, vice-presidente de Educação Continuada da Vitru, os cursos representam uma solução acessível e inovadora, reduzindo barreiras financeiras e logísticas. Além disso, a iniciativa busca atrair a geração Z, conectada ao YouTube e acostumada com conteúdos dinâmicos e interativos. Os cursos incluem áreas como gestão de pessoas, desenvolvimento de sistemas web, logística e distribuição, empreendedorismo, atendimento ao cliente e auxiliar de farmácia.

Lia de Itamaracá recebe título Honoris causa pela Uninassau

A cantora Lia de Itamaracá, 81 anos, recebeu, na sexta-feira (21/2), o título de doutora Honoris causa pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau).

A artista mantém viva a tradição da ciranda. Nascida na Ilha de Itamaracá, a voz marcante e o talento de Lia a tornaram reconhecida nacional e internacionalmente.

“É com muito amor, carinho e muita dignidade que eu recebo essa homenagem maravilhosa. Esse é mais que um prêmio. O bom é que estou recebendo em vida. Tudo que fizerem por Lia de Itamaracá em vida é bom demais. Meu coração está batendo a mil. Muito obrigada”, disse Lia, emocionada.

O título de doutora honoris causa é concedido a personalidades que se destacam em atividades em prol da sociedade, da educação, das ciências, do empreendedorismo, das letras e das artes, ou que tenham prestado relevantes serviços à humanidade, à região ou ao país.

De acordo com Jânyo Diniz, presidente do grupo Ser Educacional, mantenedor da Uninassau, esta é uma forma de reconhecimento não apenas da trajetória, mas também do compromisso com a valorização da cultura.

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“Nos reunimos nesta tarde para, mais uma vez, reverenciar o trabalho, a obra e a história de Lia de Itamaracá, essa mulher que nos ensina, com seu trabalho e legado, que preservar nossas tradições é manter viva a identidade do nosso povo”, ressaltou Jânyo.

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A reitora da Uninassau de Recife, Nilzete Santiago, enfatizou a importância de Lia para toda a comunidade acadêmica. “A Lia é um ícone da cultura pernambucana, é patrimônio vivo de Pernambuco. E nós, enquanto Instituição de Ensino, estamos honrados em poder conceder um título como esse, honraria máxima que a Instituição pode oferecer, a uma figura que representa tão bem a nossa cultura”, pontuou.

A saúde do governo

No convescote da festa de 45 anos do Partido dos Trabalhadores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu urgência a caciques do governo para que encontrem uma grande marca de sua gestão. Isso passa também por conversas discretíssimas de Lula com expoentes do Centrão na configuração da minirreforma ministerial para garantir a base no Congresso. Num dos cenários, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP) emplaca o ministro da Agricultura — cita-se o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), cuja bancada regional está em alta com a ascensão de Hugo Motta à presidência da Casa. Porém o próprio Ribeiro está em dúvida. Um líder do Centrão e de bom trânsito, que passou pelas portas de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, recusou a Articulação do Palácio. A sensação geral é que o Governo Lula está acabando. Mas para quem tem a caneta na mão e já provou força em viradas políticas, tudo ainda é possível.

A Vale arrendou para a Itaminas a preciosa Mina de Jangada (extração de hematita), próxima à região do Córrego do Feijão, em Brumadinho. “ arrendamento é um modelo de negócio que contribuirá para a geração de empregos, renda e tributos na região”, informa a companhia. Lembrete: Jangada não possui barragens de rejeitos. O acordo está sujeito às aprovações regulatórias exigidas pela legislação.

Charge por @izanio_charges

São Paulo licenciou no carnaval de 2024 o maior número de shows e eventos carnavalescos do País, segundo o Ecad. Foram 1.198 licenciados com direitos autorais pagos para as músicas reproduzidas durante a folia. O Estado paulista arrecadou R$ 5,2 milhões em royalties no feriado do ano passado. Para este ano, a estimativa é um aumento considerável nestes números.

Com faturamento de R$ 6,72 bilhões em 2024, a Brasilcap, empresa de capitalização da BB Seguros, cresceu 4,17% em comparação com o ano passado. O Relatório de Administração do Exercício 2024 destaca a marca de R$ 11,02 bilhões em reservas técnicas, ativos totais de R$ 13,53 bilhões e lucro líquido de R$ 280,77 milhões. “Os números são expressivos e falam por si.”, explica o presidente Antônio Carlos Teixeira.

#TODDYNHO e KERO COCO lançam ação de reciclagem.

#Thomson Reuters cria fundo de capital de risco de US$ 150 mi.

#UP Brasil lança programa de fidelidade UP+.

#iFood Pago cresce 25% em 6 meses e atinge 175 mil contas.

#Liga Ventures: Startups no Brasil movimentaram R$ 13,9 bi em 2024.

#Ypê celebra 75 anos com 232 vagas abertas.

A saúde do governo

No convescote da festa de 45 anos do Partido dos Trabalhadores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu urgência a caciques do governo para que encontrem uma grande marca de sua gestão. Isso passa também por conversas discretíssimas de Lula com expoentes do Centrão na configuração da minirreforma ministerial para garantir a base no Congresso. Num dos cenários, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP) emplaca o ministro da Agricultura — cita-se o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), cuja bancada regional está em alta com a ascensão de Hugo Motta à presidência da Casa. Porém o próprio Ribeiro está em dúvida. Um líder do Centrão e de bom trânsito, que passou pelas portas de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, recusou a Articulação do Palácio. A sensação geral é que o Governo Lula está acabando. Mas para quem tem a caneta na mão e já provou força em viradas políticas, tudo ainda é possível.

A Vale arrendou para a Itaminas a preciosa Mina de Jangada (extração de hematita), próxima à região do Córrego do Feijão, em Brumadinho. “ arrendamento é um modelo de negócio que contribuirá para a geração de empregos, renda e tributos na região”, informa a companhia. Lembrete: Jangada não possui barragens de rejeitos. O acordo está sujeito às aprovações regulatórias exigidas pela legislação.

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São Paulo licenciou no carnaval de 2024 o maior número de shows e eventos carnavalescos do País, segundo o Ecad. Foram 1.198 licenciados com direitos autorais pagos para as músicas reproduzidas durante a folia. O Estado paulista arrecadou R$ 5,2 milhões em royalties no feriado do ano passado. Para este ano, a estimativa é um aumento considerável nestes números.

Com faturamento de R$ 6,72 bilhões em 2024, a Brasilcap, empresa de capitalização da BB Seguros, cresceu 4,17% em comparação com o ano passado. O Relatório de Administração do Exercício 2024 destaca a marca de R$ 11,02 bilhões em reservas técnicas, ativos totais de R$ 13,53 bilhões e lucro líquido de R$ 280,77 milhões. “Os números são expressivos e falam por si.”, explica o presidente Antônio Carlos Teixeira.

#TODDYNHO e KERO COCO lançam ação de reciclagem.

#Thomson Reuters cria fundo de capital de risco de US$ 150 mi.

#UP Brasil lança programa de fidelidade UP+.

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#Liga Ventures: Startups no Brasil movimentaram R$ 13,9 bi em 2024.

#Ypê celebra 75 anos com 232 vagas abertas.

Conheça a história e o verdadeiro império de Elon Musk

Elon Musk é uma das figuras mais icônicas e controversas do mundo dos negócios, tecnologia e inovação. Conhecido por sua atuação em empresas como Tesla e SpaceX, Musk se tornou uma das pessoas mais ricas do planeta. Seu império empresarial abrange diversos setores, desde energia renovável até exploração espacial. Neste artigo, exploraremos sua trajetória, suas conquistas e polêmicas, bem como sua fortuna e planos futuros.

Qual a história de Elon Musk?

Elon Reeve Musk nasceu em 28 de junho de 1971, em Pretória, na África do Sul. Ele é filho de Maye Musk, uma modelo e nutricionista canadense, e Errol Musk, um engenheiro e piloto sul-africano. Desde a infância, Musk demonstrava interesse por tecnologia e ciência, aprendendo a programar sozinho e criando seu primeiro jogo de computador, Blastar, aos 12 anos.

Musk frequentou a Universidade de Pretória por um curto período antes de se mudar para o Canadá, onde estudou na Queen’s University. Posteriormente, transferiu-se para a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, onde se formou em Física e Economia. Sua paixão por tecnologia e empreendedorismo se manifestou cedo, e ele decidiu abandonar um doutorado em Stanford para iniciar sua primeira empresa.

Elon Musk // Créditos: depositphotos.com / rokas91

Qual foi sua primeira empresa e quais são as suas atuais ativas?

A primeira empresa de Musk foi a Zip2, fundada em 1995 junto com seu irmão Kimbal Musk. A Zip2 oferecia software de guias urbanos para jornais e foi vendida para a Compaq em 1999 por US$ 307 milhões, garantindo a Musk sua primeira grande fortuna.

Atualmente, Musk é líder ou tem participação em diversas empresas, incluindo:

Quais foram seus maiores projetos de sucesso?

Elon Musk tem um histórico impressionante de inovação e conquistas:

Quais prêmios já recebeu Musk?

Elon Musk já recebeu diversos prêmios e reconhecimentos, incluindo:

Quais polêmicas de já enfrentou?

Musk é conhecido também por suas controvérsias:

Curiosidades

Elon Musk tem cidadania sul-africana, canadense e americana.

Ele foi a inspiração para o personagem Tony Stark no filme Homem de Ferro.

Já dormiu na fábrica da Tesla para acelerar a produção.

Musk já vendeu uma música como NFT.

Ele não se considera um CEO tradicional.

Não possui uma casa fixa e dorme em sofás de amigos ou no escritório.

Fundou a xAI para criar IA generativa.

Seu filho X é chamado carinhosamente de “X“.

Ele tem um Tesla Roadster no espaço.

Musk já foi capa da revista Vogue com Grimes.

Qual a fortuna de Elon Musk e fontes de renda?

A fortuna de Elon Musk é estimada em cerca de US$ 340 bilhões em 2025. Suas principais fontes de renda incluem:

Projetos atuais (2025)

Elon Musk é uma figura revolucionária que continua a influenciar a tecnologia, a economia e a política global. Apesar das polêmicas, suas contribuições para a humanidade são inegáveis, e seu impacto continuará a ser sentido por décadas. Com tantos projetos inovadores, o futuro de Musk promete ser tão empolgante quanto seu passado.

Tags: elon muskfortunas

Sai Lucilene Florêncio e entra Juracy Cavalcante na Saúde

Após quase três anos no cargo de secretária de Saúde, a ginecologista, obstetra e servidora pública de carreira Lucilene Florêncio pediu demissão. É a quinta troca de comando na pasta desde o início do primeiro governo Ibaneis, em 2019. Na manhã desta quinta-feira (20/2), ela se reuniu com o governador Ibaneis Rocha (MDB) no Palácio do Buriti e fez o pedido, alegando cansaço. O chefe do Executivo elogiou Lucilene, a quem chamou de amiga. No lugar da ex-secretária, assume a pasta o até então presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), Juracy Cavalcante Lacerda Júnior. Com a troca de comando, Ibaneis afirmou ao Correio que espera ganhar mais celeridade na resolução dos problemas da rede pública.

“Juracy é médico e gestor, vai imprimir um ritmo maior na solução dos gargalos da saúde”, destacou o governador. À reportagem, Ibaneis elogiou a atuação de Lucilene. “Ela fez um trabalho dedicado à melhoria da saúde. Lucilene dedicou vida medicina saúde das pessoas”, disse. Lucilene Florêncio retribuiu o gesto do governador. “Sigo à disposição, o caminho está aberto e agora é pavimentá-lo. Agradeço a toda equipe, a todos os meus pares, e quero dizer que foi muito bom. Uma experiência incrível, uma servidora com 32 anos de serviço que vê o cuidado do outro como uma alegria e oxigenação de vida”, destacou ela, que é servidora da Secretaria de Saúde desde 1999.

A vice-governadora Celina Leão também comentou sobre a troca da chefia na Secretaria de Saúde. “A Lucilene é uma excelente técnica e uma pessoa que ajudou muito. Ela assumiu uma fila de cirurgias enorme, fez mais de 50 mil cirurgias no ano passado. O saldo do trabalho dela é muito positivo, trabalhou muito. É uma pessoa muito dedicada, mas realmente alegou que estava com alguns problemas pessoais, que precisava de descanso. A Secretaria de Saúde é muito demandada e a saúde em todos os lugares do Brasil é a área mais demandada, aqui no Distrito Federal não é diferente”, detalhou.

Celina Leão reforçou que o trabalho será continuado pelo sucessor de Lucilene, Juracy Lacerda. “Ele está no Iges e tem essa afinidade com a rede pública. Nós esperamos que o trabalho tenha continuidade a tudo que já está sendo feito. Ele é o nome definitivo da pasta”, afirmou a vice-governadora, durante a inauguração do módulo esportivo (Areninha), em Samambaia Norte.

A presidência do Iges ficará com o delegado aposentado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Cléber Monteiro Fernandes, que ocupava o cargo de vice-presidente do Iges. Até o fechamento desta reportagem, não havia sido definido quem ficaria no lugar de Cleber. Atualmente, o instituto administra o Hospital de Base (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF.

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Reação

Os sindicatos dos Médicos e dos Enfermeiros se manifestaram sobre a troca de comando e declararam preocupação quanto à gestão a partir de agora. “Essa mudança reforça a política do GDF de avançar com a terceirização e privatização dos serviços de saúde, em prejuízo dos profissionais da área e da população que depende do SUS”, disse o SindiMédico-DF, em nota. “Essa troca apenas escancara a estratégia do governo: sucatear o serviço público para justificar a entrega da saúde ao setor privado, o famoso ‘precarizar para privatizar'”, continuou a entidade.

Jorge Henrique, presidente do SindEnfermeiro-DF, destacou que a entidade recebeu com muita estranheza a escolha de Juracy Lacerda para comandar a Saúde no lugar de Lucilene. “O Iges foi denunciado, recentemente, pelo Ministério Público, por corrupção, pagamento de propina e favorecimento em licitações. Juracy não é um quadro efetivo, não é servidor da secretaria”, alegou. “A gente avalia que essa nomeação tem o papel de ampliar as terceirizações em um momento de crise sanitária na saúde do DF”, completou.

No início deste mês, por meio de decreto, o governador Ibaneis instituiu o Comitê Gestor da Saúde do DF, com o objetivo de planejar e coordenar políticas de urgência nas áreas de prevenção, promoção e assistência. A princípio, o comitê seria presidido pelo secretário de Economia, Ney Ferraz. No entanto, após críticas de diversas organizações e de questionamento do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Ibaneis assinou um novo decreto vinculando o comitê à Secretaria de Saúde.

Com a nova determinação, ficou definido que o comitê será formado por três membros da Secretaria de Saúde, um da Secretaria de Economia, um da Casa Civil e um do Conselho de Saúde do Distrito Federal. No entanto, sindicatos e entidades de classe reagiram contra o comitê. “Na nossa avaliação, esse comitê teve papel de acelerar o processo de terceirização na saúde do Distrito Federal”, disse o presidente do SindEnfermeiro-DF, Pedro Henrique.

Colaborou Davi Cruz

Juracy Cavalcante assume a pasta para buscar soluções rápidas aos problemas da secretaria

Natural do Piauí, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior é graduado em medicina pela Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac) e pós-graduado em gestão hospitalar e operacional pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral e cursa um MBA em gestão de saúde pelo HCor.

Cursou liderança na saúde 4.0 com enfoque nos novos desafios do setor de daúde e possui treinamento de competências interpessoais pela Dale Carnegie Training. Foi diretor médico do Hospital Daher Lago Sul S/A entre 2022 e 2023, onde também atuou como médico socorrista e plantonista de pronto socorro. Desde abril de 2023, presidia o IgesDF.

Cleber Monteiro Fernandes é o novo presidente do Iges-DF

Formado em direito pelo Centro Universitário UDF e pós-graduado em Polícia Judiciária pela Escola Superior da PCDF, Cleber Monteiro Fernandes é delegado aposentado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Cleber já foi diretor-geral da corporação; chefe de gabinete parlamentar na Câmara Legislativa do Distrito Federal; duas vezes subsecretário de Mobiliário Urbano e Apoio as Cidades da Secretaria de Governo do GDF; chefe de gabinete da Administração Regional de Ceilândia; Assessor Especial da Secretaria de Governo; Subsecretário de Patrimônio Imobiliário da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do GDF; Diretor Executivo do Fundo de Saúde da Secretaria de Saúde do DF; Diretor da vice-presidência do Instituto de Gestão Estratégica do DF.

Terceira mulher a comandar a Secretaria de Saúde no Distrito Federal, Lucilene Florêncio assumiu a pasta em junho de 2022, ainda em um cenário de pandemia da covid-19, com a meta de aumentar a cobertura vacinal no DF. Diminuir a fila de cirurgias eletivas na rede pública do DF também foi uma promessa cumprida por ela durante a gestão à frente da secretaria. De 2022 a 2023, foi registrado um aumento de 3,9% nas cirurgias eletivas, quando esses procedimentos passaram de 126 mil para mais de 130 mil. Até novembro de 2024, o quantitativo chegava a 134 mil operações.

A ex-gestora estava no comando da pasta durante a maior epidemia de dengue registrada no DF, em 2024, e precisou gerir uma das maiores crises registradas na saúde pública da capital do país. Hospital de campanha e tendas de hidratação fizeram parte da estratégia do GDF para conter a epidemia. Também foi durante a gestão de Lucilene que a vacinação contra a arbovirose foi implementada pelo Ministério da Saúde.

“Ao longo do período em que estive à frente da secretaria, tive a honra de integrar um governo comprometido com a excelência na gestão pública e com a constante melhoria dos serviços de saúde oferecidos à população. Sob a liderança do governador Ibaneis Rocha, o Distrito Federal avançou significativamente, consolidando-se como referência nacional em diversas frentes da saúde pública”, destacou Lucilene.

A ex-secretária ressaltou ainda a ampliação da cobertura da Estratégia Saúde da Família. “Essa gestão fortaleceu o Sistema Único de Saúde, modernizando o parque tecnológico e aprimorando a gestão de custos com um modelo baseado na produção. Tudo isso resultou em maior eficiência e qualidade no atendimento à população”, disse.

Lucilene atuou como vice-presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde. “Neste posto, tive a oportunidade de trazer para o DF a vivência e as boas práticas adotadas em outros estados, enriquecendo nossas políticas públicas de saúde e fortalecendo nosso compromisso com a população”, comentou.

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Sai Lucilene Florêncio e entra Juracy Cavalcante na Saúde

Após quase três anos no cargo de secretária de Saúde, a ginecologista, obstetra e servidora pública de carreira Lucilene Florêncio pediu demissão. É a quinta troca de comando na pasta desde o início do primeiro governo Ibaneis, em 2019. Na manhã desta quinta-feira (20/2), ela se reuniu com o governador Ibaneis Rocha (MDB) no Palácio do Buriti e fez o pedido, alegando cansaço. O chefe do Executivo elogiou Lucilene, a quem chamou de amiga. No lugar da ex-secretária, assume a pasta o até então presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), Juracy Cavalcante Lacerda Júnior. Com a troca de comando, Ibaneis afirmou ao Correio que espera ganhar mais celeridade na resolução dos problemas da rede pública.

“Juracy é médico e gestor, vai imprimir um ritmo maior na solução dos gargalos da saúde”, destacou o governador. À reportagem, Ibaneis elogiou a atuação de Lucilene. “Ela fez um trabalho dedicado à melhoria da saúde. Lucilene dedicou a vida à medicina saúde das pessoas”, disse. Lucilene Florêncio retribuiu o gesto do governador. “Sigo à disposição, o caminho está aberto e agora é pavimentá-lo. Agradeço a toda equipe, a todos os meus pares, e quero dizer que foi muito bom. Uma experiência incrível, uma servidora com 32 anos de serviço que vê o cuidado do outro como uma alegria e oxigenação de vida”, destacou ela, que é servidora da Secretaria de Saúde desde 1999.

A vice-governadora Celina Leão também comentou sobre a troca da chefia na Secretaria de Saúde. “A Lucilene é uma excelente técnica e uma pessoa que ajudou muito. Ela assumiu uma fila de cirurgias enorme, fez mais de 50 mil cirurgias no ano passado. O saldo do trabalho dela é muito positivo, trabalhou muito. É uma pessoa muito dedicada, mas realmente alegou que estava com alguns problemas pessoais, que precisava de descanso. A Secretaria de Saúde é muito demandada e a saúde em todos os lugares do Brasil é a área mais demandada, aqui no Distrito Federal não é diferente”, detalhou.

Celina Leão reforçou que o trabalho será continuado pelo sucessor de Lucilene, Juracy Lacerda. “Ele está no Iges e tem essa afinidade com a rede pública. Nós esperamos que o trabalho tenha continuidade a tudo que já está sendo feito. Ele é o nome definitivo da pasta”, afirmou a vice-governadora, durante a inauguração do módulo esportivo (Areninha), em Samambaia Norte.

A presidência do Iges ficará com o delegado aposentado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Cléber Monteiro Fernandes, que ocupava o cargo de vice-presidente do Iges. Até o fechamento desta reportagem, não havia sido definido quem ficaria no lugar de Cleber. Atualmente, o instituto administra o Hospital de Base (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF.

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Reação

Os sindicatos dos Médicos e dos Enfermeiros se manifestaram sobre a troca de comando e declararam preocupação quanto à gestão a partir de agora. “Essa mudança reforça a política do GDF de avançar com a terceirização e privatização dos serviços de saúde, em prejuízo dos profissionais da área e da população que depende do SUS”, disse o SindiMédico-DF, em nota. “Essa troca apenas escancara a estratégia do governo: sucatear o serviço público para justificar a entrega da saúde ao setor privado, o famoso ‘precarizar para privatizar'”, continuou a entidade.

Jorge Henrique, presidente do SindEnfermeiro-DF, destacou que a entidade recebeu com muita estranheza a escolha de Juracy Lacerda para comandar a Saúde no lugar de Lucilene. “O Iges foi denunciado, recentemente, pelo Ministério Público, por corrupção, pagamento de propina e favorecimento em licitações. Juracy não é um quadro efetivo, não é servidor da secretaria”, alegou. “A gente avalia que essa nomeação tem o papel de ampliar as terceirizações em um momento de crise sanitária na saúde do DF”, completou.

No início deste mês, por meio de decreto, o governador Ibaneis instituiu o Comitê Gestor da Saúde do DF, com o objetivo de planejar e coordenar políticas de urgência nas áreas de prevenção, promoção e assistência. A princípio, o comitê seria presidido pelo secretário de Economia, Ney Ferraz. No entanto, após críticas de diversas organizações e de questionamento do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Ibaneis assinou um novo decreto vinculando o comitê à Secretaria de Saúde.

Com a nova determinação, ficou definido que o comitê será formado por três membros da Secretaria de Saúde, um da Secretaria de Economia, um da Casa Civil e um do Conselho de Saúde do Distrito Federal. No entanto, sindicatos e entidades de classe reagiram contra o comitê. “Na nossa avaliação, esse comitê teve papel de acelerar o processo de terceirização na saúde do Distrito Federal”, disse o presidente do SindEnfermeiro-DF, Pedro Henrique.

Colaborou Davi Cruz

Juracy Cavalcante assume a pasta para buscar soluções rápidas aos problemas da secretaria

Natural do Piauí, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior é graduado em medicina pela Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac) e pós-graduado em gestão hospitalar e operacional pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral e cursa um MBA em gestão de saúde pelo HCor.

Cursou liderança na saúde 4.0 com enfoque nos novos desafios do setor de daúde e possui treinamento de competências interpessoais pela Dale Carnegie Training. Foi diretor médico do Hospital Daher Lago Sul S/A entre 2022 e 2023, onde também atuou como médico socorrista e plantonista de pronto socorro. Desde abril de 2023, presidia o IgesDF.

Cleber Monteiro Fernandes é o novo presidente do Iges-DF

Formado em direito pelo Centro Universitário UDF e pós-graduado em Polícia Judiciária pela Escola Superior da PCDF, Cleber Monteiro Fernandes é delegado aposentado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Cleber já foi diretor-geral da corporação; chefe de gabinete parlamentar na Câmara Legislativa do Distrito Federal; duas vezes subsecretário de Mobiliário Urbano e Apoio as Cidades da Secretaria de Governo do GDF; chefe de gabinete da Administração Regional de Ceilândia; Assessor Especial da Secretaria de Governo; Subsecretário de Patrimônio Imobiliário da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do GDF; Diretor Executivo do Fundo de Saúde da Secretaria de Saúde do DF; Diretor da vice-presidência do Instituto de Gestão Estratégica do DF.

Terceira mulher a comandar a Secretaria de Saúde no Distrito Federal, Lucilene Florêncio assumiu a pasta em junho de 2022, ainda em um cenário de pandemia da covid-19, com a meta de aumentar a cobertura vacinal no DF. Diminuir a fila de cirurgias eletivas na rede pública do DF também foi uma promessa cumprida por ela durante a gestão à frente da secretaria. De 2022 a 2023, foi registrado um aumento de 3,9% nas cirurgias eletivas, quando esses procedimentos passaram de 126 mil para mais de 130 mil. Até novembro de 2024, o quantitativo chegava a 134 mil operações.

A ex-gestora estava no comando da pasta durante a maior epidemia de dengue registrada no DF, em 2024, e precisou gerir uma das maiores crises registradas na saúde pública da capital do país. Hospital de campanha e tendas de hidratação fizeram parte da estratégia do GDF para conter a epidemia. Também foi durante a gestão de Lucilene que a vacinação contra a arbovirose foi implementada pelo Ministério da Saúde.

“Ao longo do período em que estive à frente da secretaria, tive a honra de integrar um governo comprometido com a excelência na gestão pública e com a constante melhoria dos serviços de saúde oferecidos à população. Sob a liderança do governador Ibaneis Rocha, o Distrito Federal avançou significativamente, consolidando-se como referência nacional em diversas frentes da saúde pública”, destacou Lucilene.

A ex-secretária ressaltou ainda a ampliação da cobertura da Estratégia Saúde da Família. “Essa gestão fortaleceu o Sistema Único de Saúde, modernizando o parque tecnológico e aprimorando a gestão de custos com um modelo baseado na produção. Tudo isso resultou em maior eficiência e qualidade no atendimento à população”, disse.

Lucilene atuou como vice-presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde. “Neste posto, tive a oportunidade de trazer para o DF a vivência e as boas práticas adotadas em outros estados, enriquecendo nossas políticas públicas de saúde e fortalecendo nosso compromisso com a população”, comentou.

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Microsoft diz que criou um novo estado da matéria para alimentar computadores quânticos; entenda

Qualquer pessoa que tenha assistido a uma aula de ciências da terceira série sabe que existem três estados primários da matéria: sólido, líquido e gasoso. Agora, a Microsoft afirma ter criado um novo estado da matéria em sua busca para desenvolver uma máquina poderosa, chamada de computador quântico, que poderia acelerar o avanço de diversas áreas, desde baterias até medicamentos e inteligência artificial.

Nesta quarta-feira, os cientistas da Microsoft anunciaram que construíram o que é conhecido como um “qubit topológico”, baseado nessa nova fase da existência física, que poderia ser aproveitado para resolver problemas matemáticos, científicos e tecnológicos.

Com esse desenvolvimento, a Microsoft está elevando as apostas naquilo que promete ser a próxima grande disputa tecnológica, além da atual corrida pela inteligência artificial. Os cientistas perseguem o sonho de um computador quântico — uma máquina capaz de explorar o comportamento peculiar e extremamente poderoso de partículas subatômicas ou objetos em temperaturas muito baixas — desde os anos 1980.

O impulso aumentou em dezembro, quando o Google revelou um computador quântico experimental que precisou de apenas cinco minutos para concluir um cálculo que a maioria dos supercomputadores não conseguiria resolver em 10 septilhões de anos — um período maior do que a idade do universo conhecido.

A tecnologia quântica da Microsoft pode superar os métodos atualmente em desenvolvimento pelo Google. Como parte de sua pesquisa, a empresa construiu múltiplos qubits topológicos dentro de um novo tipo de chip de computador, que combina as vantagens dos semicondutores que alimentam os computadores clássicos com os supercondutores normalmente usados na construção de computadores quânticos.

Quando esse chip é resfriado a temperaturas extremamente baixas, ele se comporta de maneiras incomuns e poderosas, que, segundo a Microsoft, permitirão resolver problemas tecnológicos, matemáticos e científicos que as máquinas convencionais jamais poderiam solucionar. A empresa afirma que sua tecnologia não é tão volátil quanto outras tecnologias quânticas, tornando mais fácil explorar seu potencial.

Alguns questionam se a Microsoft realmente alcançou esse marco, e muitos acadêmicos de renome acreditam que os computadores quânticos não se tornarão realidade por décadas. No entanto, os cientistas da Microsoft dizem que seus métodos os ajudarão a alcançar essa meta mais rapidamente.

“Vemos isso como algo que está a anos de distância, e não décadas”, disse Chetan Nayak, pesquisador técnico da Microsoft que liderou a equipe responsável pela tecnologia.

A tecnologia da Microsoft, detalhada em um artigo de pesquisa publicado nesta quarta-feira na revista científica *Nature*, adiciona novo fôlego a uma corrida que pode remodelar o cenário tecnológico. Além de acelerar o progresso em diversos campos tecnológicos e científicos, um computador quântico poderia ser poderoso o suficiente para quebrar a criptografia que protege segredos nacionais.

Quaisquer avanços nesse campo podem ter implicações geopolíticas. Enquanto os Estados Unidos exploram a computação quântica principalmente por meio de empresas como a Microsoft e uma onda de startups, o governo chinês anunciou um investimento de US$ 15,2 bilhões na tecnologia. A União Europeia comprometeu US$ 7,2 bilhões.

A computação quântica, que se baseia em décadas de pesquisa sobre um ramo da física chamado mecânica quântica, ainda é uma tecnologia experimental. No entanto, após avanços recentes da Microsoft, do Google e de outras empresas, os cientistas estão confiantes de que a tecnologia eventualmente cumprirá sua promessa.

“A computação quântica é uma perspectiva empolgante para a física e para o mundo”, disse Frank Wilczek, físico teórico do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Para entender a computação quântica, é útil saber como funciona um computador tradicional. Um smartphone, laptop ou PC de mesa depende de pequenos chips feitos de semicondutores, que são materiais que conduzem eletricidade em certas condições. Esses chips armazenam e processam números, somando-os, multiplicando-os e assim por diante. Eles realizam esses cálculos manipulando “bits” de informação, sendo que cada bit pode assumir o valor 1 ou 0.

Um computador quântico opera de maneira diferente. Um bit quântico, ou qubit, depende do comportamento peculiar das partículas subatômicas ou de materiais exóticos resfriados a temperaturas extremamente baixas.

Quando um objeto é extremamente pequeno ou frio, ele pode se comportar como se fosse dois objetos ao mesmo tempo. Ao explorar esse comportamento, os cientistas podem construir um qubit que armazena uma combinação de 1 e 0 simultaneamente. Isso significa que dois qubits podem conter quatro valores ao mesmo tempo. À medida que o número de qubits cresce, um computador quântico se torna exponencialmente mais poderoso.

As empresas usam diversas abordagens para construir essas máquinas. Nos Estados Unidos, a maioria, incluindo o Google, constrói qubits usando supercondutores, que são materiais capazes de conduzir eletricidade sem perda de energia. Esses supercondutores são criados resfriando metais a temperaturas extremamente baixas.

A Microsoft apostou em uma abordagem que poucos adotaram: combinar semicondutores com supercondutores. O princípio básico — junto com o nome “qubit topológico” — foi proposto pela primeira vez em 1997 por Alexei Kitaev, um físico russo-americano.

A empresa começou a trabalhar nesse projeto incomum no início dos anos 2000, quando muitos pesquisadores não acreditavam que tal tecnologia fosse possível. Esse é o projeto de pesquisa mais antigo da Microsoft.

“Todos os três CEOs desta empresa apostaram nisso”, disse Satya Nadella, CEO da Microsoft, em uma entrevista. (Os CEOs anteriores da empresa foram Bill Gates, fundador da Microsoft, e Steve Ballmer, que liderou a empresa no início dos anos 2000.)

A Microsoft agora criou um único dispositivo composto por arseneto de índio (um tipo de semicondutor) e alumínio (um supercondutor em baixas temperaturas). Quando resfriado a cerca de 400 graus abaixo de zero, o dispositivo exibe um comportamento quase sobrenatural, que pode viabilizar os computadores quânticos.

Philip Kim, professor de física em Harvard, afirmou que a nova criação da Microsoft é significativa porque os qubits topológicos poderiam acelerar o desenvolvimento dos computadores quânticos. “Se tudo der certo, a pesquisa da Microsoft pode ser revolucionária”, disse ele.

No entanto, Jason Alicea, professor de física teórica no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), questionou se a empresa realmente construiu um qubit topológico, ressaltando que o comportamento dos sistemas quânticos é frequentemente difícil de comprovar.

“Um qubit topológico é possível, em princípio, e as pessoas concordam que é um objetivo válido”, disse o Dr. Alicea. “Mas é necessário verificar se um dispositivo realmente se comporta de todas as formas mágicas que a teoria prevê; caso contrário, a realidade pode ser menos promissora para a computação quântica. Felizmente, a Microsoft agora tem os meios para testar isso.”

A Microsoft afirmou ter construído apenas oito qubits topológicos até agora, e que eles ainda não conseguem realizar cálculos que mudariam a natureza da computação. No entanto, os pesquisadores da empresa veem isso como um passo em direção a algo muito mais poderoso.

Por enquanto, a tecnologia ainda comete erros demais para ser realmente útil, embora os cientistas estejam desenvolvendo formas de reduzir essas falhas.

No ano passado, o Google demonstrou que, à medida que aumentava o número de qubits, conseguia reduzir exponencialmente os erros por meio de técnicas matemáticas complexas.

A correção de erros será menos complexa e mais eficiente se a Microsoft conseguir aperfeiçoar seus qubits topológicos, afirmam muitos cientistas.

Embora um qubit possa armazenar múltiplos valores simultaneamente, ele enfrenta um problema fundamental. Quando os pesquisadores tentam ler a informação armazenada em um qubit, ele “descoere” e colapsa em um bit clássico que contém apenas um valor: 1 ou 0.

Isso significa que, se alguém tenta ler um qubit, ele perde seu poder essencial. Assim, os cientistas precisam resolver um problema crucial: como construir um computador que se quebra sempre que é usado?

Os métodos de correção de erros do Google são uma tentativa de lidar com esse problema. A Microsoft acredita que pode resolver a questão mais rapidamente porque os qubits topológicos se comportam de maneira diferente e, teoricamente, têm menor probabilidade de colapsar ao serem lidos.

“Isso faz dele um qubit realmente bom”, disse o Dr. Nayak.

Para especialistas, ascensão social está mais difícil e classe média se preocupa em manter conquistas

Nos anos 2000, a expansão do mercado de trabalho formal favoreceu a criação de uma nova classe média, com maior apetite para o consumo, impulsionado pela maior oferta de crédito. Hoje, as expectativas deterioram, e a ascensão social se tornou mais difícil, avaliam especialistas.

A frustração ocorre especialmente entre a classe média tradicional, que não foi beneficiada pelos programas sociais do governo e pelo aumento do salário mínimo e usa serviços privados de saúde e educação.

Nesse novo cenário, os especialistas apontam que há uma preocupação desse segmento social de preservar as conquistas já alcançadas. No passado, havia mais otimismo. Veja abaixo o que eles pensam:

Avanço do emprego formal favoreceu salto

O economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social, levantou o debate sobre a formação de uma nova classe média no Brasil, que cresceu a partir de meados dos anos 2000 e foi classificada como classe C, fazendo um recorte por renda. Agora, ele diz que essa parcela da população já superou o recorde de 2014 e deu um salto no ano passado:

—A classe média deu um salto, principalmente as classes A e B. Há um processo contínuo de melhora em 2024 com ganho de renda, de 7% de renda de trabalho (até o terceiro trimestre do ano passado).

A expansão recente da classe C vem como reflexo do aumento do emprego formal, ainda considerado um ativo para essa parcela da população, por ser mais estável. Desde 2023, houve a criação de 3,6 milhões de vagas com carteira assinada, lembra Neri.

O avanço da tecnologia e da digitalização também trouxe uma outra dinâmica para essa nova classe média. Permitiu que seus integrantes tivessem seus próprios negócios, ganhando com seus próprios ativos, como alugar e dirigir por aplicativo ou usar o smartphone para prestar um serviço, afirma Neri:

— Um avanço que permitiu descentralizar. Trouxe um novo ingrediente cultural para o empreendedorismo, seja por subsistência ou acumulação.

Neri diz que também é um momento bom para os jovens, com a transição demográfica que reduziu essa parcela da população.

Para ele, um dado novo é a deterioração das expectativas, principalmente da classe média tradicional, que não foi beneficiada pelos programas sociais do governo e o aumento do salário mínimo e usa serviços privados de saúde e educação:

—Nesse período de boom da classe C (entre 2001 e 2014, um ano antes da recessão de 2015 e 2016), havia um certo otimismo do jovem brasileiro. Acabou sendo um motivo de frustração grande.

Atualmente, diz, há um certo pessimismo em relação ao país, uma divisão, uma tensão associada que não estava tão aparente naquele período.

No mesmo estrato, há distância socioeconômica

O sociólogo André Salata, que coordena o laboratório Data Social da PUC-RS e é professor de pós-graduação de Sociologia e Ciência Política, afirma que a classe média tradicional brasileira se situa entre os 20% mais ricos, estrato mais próximo do topo do que do meio da pirâmide de renda.

— São pessoas que têm um padrão de vida estável, fazem poupança, estudam em escola privada, têm plano de saúde. Os desejos de consumo estão ligados a frequentar restaurantes caros, viajar para o exterior, pôr os filhos para estudar em escolas bilíngues ou no exterior.

Já a nova classe média, a C, diz Salata, quer ter casa própria, conseguir pôr o filho na universidade, ter um trabalho mais estável, comprar eletrodomésticos mais novos e almeja uma viagem nacional.

—Essa diferença, a princípio econômica, tem uma dimensão social, simbólica, em relação aos bairros onde moram. Os estilos de vida são muito diferentes. Tem uma distinção econômica e social.

Essa estrutura socioeconômica que oscila em momentos de crescimento e retração da economia é muito inercial, diz Salata.

A última grande expansão da classe média brasileira foi em meados do século XX. Foi quando houve uma mudança estrutural, com o país deixando de ser eminentemente agrário e se industrializando, o que foi puxando a classe trabalhadora, diz o sociólogo:

— Foi uma mudança estrutural muito forte. Fez a classe média dar um boom.

Atualmente, a mobilidade social no Brasil é mais circular, define Salata. Para alguém subir, outro tem que descer, ele diz:

— É uma mobilidade de curta distância, sobem apenas um degrau. É difícil ver uma empregada doméstica conseguir ser médica.

A alta desigualdade social no Brasil impede mobilidade maior. Nos países mais igualitários, essa ascensão social é maior, explica o pesquisador da PUC-RS:

— O ponto de partida é mais próximo.

Sem poupança e acesso aos programas sociais

A classe média brasileira passou por transformações significativas ao longo dos anos, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Um dos principais fatores dessa mudança foi o acesso à educação.

— No passado, muitas pessoas foram as primeiras de suas famílias a ingressar no ensino superior, e, agora, há um grupo expressivo que cresceu em lares onde os pais também tiveram acesso à universidade.

A expansão do crédito permitiu um aumento no consumo, mas também resultou em um alto nível de endividamento, ele alerta. Segundo dados do Instituto Locomotiva, de 2024, a classe média movimenta R$ 2,4 trilhões por ano. Mas, para Meirelles, as perspectivas de ascensão econômica dessa parcela da população estão estagnadas:

— A classe média do passado viu uma chance efetiva de melhorar de vida e de renda. Já a atual não tem uma poupança como os ricos e, ao contrário dos mais pobres, não possui acesso a programas sociais que poderiam aliviar sua situação financeira.

De acordo com dados do Instituto Locomotiva, baseados na Pnad Contínua de 2022, 44% dos trabalhadores de classe média não tinham carteira assinada ou estavam por conta própria. Renato Meirelles diz que essa informalidade atinge diretamente o padrão de consumo da classe média:

— A instabilidade do mercado de trabalho e o crescimento da informalidade afetam essa parcela da população. Muitos trabalhadores da classe média passaram a atuar como autônomos ou empreendedores, o que diminui a renda por causa da falta de benefícios, de férias remuneradas e Previdência Social.

A maior preocupação dessa da classe média hoje não é a ascensão, mas a manutenção do padrão de vida, diz ele:

— No passado, havia uma perspectiva otimista de crescimento. Hoje, o desafio está em evitar a regressão social. Com mais dificuldades para avançar, essa camada da população vive uma luta constante para manter suas conquistas e garantir um futuro mais estável.

Para especialistas, ascensão social está mais difícil e classe média se preocupa em manter conquistas

Nos anos 2000, a expansão do mercado de trabalho formal favoreceu a criação de uma nova classe média, com maior apetite para o consumo, impulsionado pela maior oferta de crédito. Hoje, as expectativas deterioram, e a ascensão social se tornou mais difícil, avaliam especialistas.

A frustração ocorre especialmente entre a classe média tradicional, que não foi beneficiada pelos programas sociais do governo e pelo aumento do salário mínimo e usa serviços privados de saúde e educação.

Nesse novo cenário, os especialistas apontam que há uma preocupação desse segmento social de preservar as conquistas já alcançadas. No passado, havia mais otimismo. Veja abaixo o que eles pensam:

Avanço do emprego formal favoreceu salto

O economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social, levantou o debate sobre a formação de uma nova classe média no Brasil, que cresceu a partir de meados dos anos 2000 e foi classificada como classe C, fazendo um recorte por renda. Agora, ele diz que essa parcela da população já superou o recorde de 2014 e deu um salto no ano passado:

—A classe média deu um salto, principalmente as classes A e B. Há um processo contínuo de melhora em 2024 com ganho de renda, de 7% de renda de trabalho (até o terceiro trimestre do ano passado).

A expansão recente da classe C vem como reflexo do aumento do emprego formal, ainda considerado um ativo para essa parcela da população, por ser mais estável. Desde 2023, houve a criação de 3,6 milhões de vagas com carteira assinada, lembra Neri.

O avanço da tecnologia e da digitalização também trouxe uma outra dinâmica para essa nova classe média. Permitiu que seus integrantes tivessem seus próprios negócios, ganhando com seus próprios ativos, como alugar e dirigir por aplicativo ou usar o smartphone para prestar um serviço, afirma Neri:

— Um avanço que permitiu descentralizar. Trouxe um novo ingrediente cultural para o empreendedorismo, seja por subsistência ou acumulação.

Neri diz que também é um momento bom para os jovens, com a transição demográfica que reduziu essa parcela da população.

Para ele, um dado novo é a deterioração das expectativas, principalmente da classe média tradicional, que não foi beneficiada pelos programas sociais do governo e o aumento do salário mínimo e usa serviços privados de saúde e educação:

—Nesse período de boom da classe C (entre 2001 e 2014, um ano antes da recessão de 2015 e 2016), havia um certo otimismo do jovem brasileiro. Acabou sendo um motivo de frustração grande.

Atualmente, diz, há um certo pessimismo em relação ao país, uma divisão, uma tensão associada que não estava tão aparente naquele período.

No mesmo estrato, há distância socioeconômica

O sociólogo André Salata, que coordena o laboratório Data Social da PUC-RS e é professor de pós-graduação de Sociologia e Ciência Política, afirma que a classe média tradicional brasileira se situa entre os 20% mais ricos, estrato mais próximo do topo do que do meio da pirâmide de renda.

— São pessoas que têm um padrão de vida estável, fazem poupança, estudam em escola privada, têm plano de saúde. Os desejos de consumo estão ligados a frequentar restaurantes caros, viajar para o exterior, pôr os filhos para estudar em escolas bilíngues ou no exterior.

Já a nova classe média, a C, diz Salata, quer ter casa própria, conseguir pôr o filho na universidade, ter um trabalho mais estável, comprar eletrodomésticos mais novos e almeja uma viagem nacional.

—Essa diferença, a princípio econômica, tem uma dimensão social, simbólica, em relação aos bairros onde moram. Os estilos de vida são muito diferentes. Tem uma distinção econômica e social.

Essa estrutura socioeconômica que oscila em momentos de crescimento e retração da economia é muito inercial, diz Salata.

A última grande expansão da classe média brasileira foi em meados do século XX. Foi quando houve uma mudança estrutural, com o país deixando de ser eminentemente agrário e se industrializando, o que foi puxando a classe trabalhadora, diz o sociólogo:

— Foi uma mudança estrutural muito forte. Fez a classe média dar um boom.

Atualmente, a mobilidade social no Brasil é mais circular, define Salata. Para alguém subir, outro tem que descer, ele diz:

— É uma mobilidade de curta distância, sobem apenas um degrau. É difícil ver uma empregada doméstica conseguir ser médica.

A alta desigualdade social no Brasil impede mobilidade maior. Nos países mais igualitários, essa ascensão social é maior, explica o pesquisador da PUC-RS:

— O ponto de partida é mais próximo.

Sem poupança e acesso aos programas sociais

A classe média brasileira passou por transformações significativas ao longo dos anos, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Um dos principais fatores dessa mudança foi o acesso à educação.

— No passado, muitas pessoas foram as primeiras de suas famílias a ingressar no ensino superior, e, agora, há um grupo expressivo que cresceu em lares onde os pais também tiveram acesso à universidade.

A expansão do crédito permitiu um aumento no consumo, mas também resultou em um alto nível de endividamento, ele alerta. Segundo dados do Instituto Locomotiva, de 2024, a classe média movimenta R$ 2,4 trilhões por ano. Mas, para Meirelles, as perspectivas de ascensão econômica dessa parcela da população estão estagnadas:

— A classe média do passado viu uma chance efetiva de melhorar de vida e de renda. Já a atual não tem uma poupança como os ricos e, ao contrário dos mais pobres, não possui acesso a programas sociais que poderiam aliviar sua situação financeira.

De acordo com dados do Instituto Locomotiva, baseados na Pnad Contínua de 2022, 44% dos trabalhadores de classe média não tinham carteira assinada ou estavam por conta própria. Renato Meirelles diz que essa informalidade atinge diretamente o padrão de consumo da classe média:

— A instabilidade do mercado de trabalho e o crescimento da informalidade afetam essa parcela da população. Muitos trabalhadores da classe média passaram a atuar como autônomos ou empreendedores, o que diminui a renda por causa da falta de benefícios, de férias remuneradas e Previdência Social.

A maior preocupação dessa da classe média hoje não é a ascensão, mas a manutenção do padrão de vida, diz ele:

— No passado, havia uma perspectiva otimista de crescimento. Hoje, o desafio está em evitar a regressão social. Com mais dificuldades para avançar, essa camada da população vive uma luta constante para manter suas conquistas e garantir um futuro mais estável.